Tudo começou com um best - seller escrito em 1990 por um cara que não me recordo o nome. Depois uma adaptação para o cinema que bateu todos os recordes de bilheteria da época, em 1993, por ninguém menos que Steven Spielberg.
No mesmo ano a Ocean Software lançou para o Super NES um jogo de mesmo nome, baseado na mesma história do livro e com alguns conceitos interessantes para a época: No game nós controlávamos o cientista Alan Grant e durante o gameplay, a perspectiva permanecia "de cima para baixo"; entretanto, ao adentrar nos prédios e instalações do parque, a câmera mudava para uma visão em primeira pessoa - e ai residia um de seus diferenciais mais notáveis.
O titulo original porém não foi muito bem recebido pela crítica (embora sempre teve reconhecimento pelo seu gameplay diferenciado), e a Ocean, surpreendendo muita gente, lançou uma sequencia não canônica (ou seja: Fugindo da história de filmes e livros) menos de 1 ano depois do primeiro jogo! O impacto maior entretanto ficou por conta das mudanças profundas na estrutura do game: Tirando o nome "Jurassic Park" no título, tudo o mais era completamente diferente!
A perspectiva foi completamente alterada e o game passou a ser um típico side-scroller. O protagonista, embora ainda o mesmo cientista do primeiro game, agora não era mais a vítima e podia dar conta de centenas de dinossauros e bandidos por conta própria.
A história do jogo ao menos dava sequencia aos eventos do primeiro game:
esmo depois do incidente com o parque, a fé no conceito idealizado não diminuiu e a Genetics International (InGen) tinha a intenção de restabelecer o controle da ilha para lucrar com os animais criados. Nesse meio tempo, a ilha ficou vulnerável a ataques externos e acabou sendo invadida por um outro grupo.
A versão do SNES apresentava uma cinematografia de abertura muito bem construída, com dublagem e trilha sonora impecáveis, explicando que a principal concorrente da InGen (bios) enviou tropas e cientistas à ilha numa tentativa de ganhar o controle do território para seus próprios propósitos. O manual de instruções do SNES indica ainda que o CEO da InGen (John Hammond) pessoalmente recrutou o Dr. Alan Grant (Primeiro Player) e um soldado que não lembro o nome (Segundo Player) para impedir os planos da indústria concorrente e restabelecer a ordem no local.
Quando o jogo iniciava você tinha um equipamento (uma espécie de Tablet militar) onde podia selecionar a missão que quisesse, entre as 6 inicialmente disponíveis. Depois de completar a missão selecionada, uma missão emergencial aparecia (estas últimas, sempre em ordem pré-definida).
O nível de dificuldade do game era bem alto, principalmente nas missões emergenciais. Dinossauros apareciam repentinamente na tela, saltando direto para cima do jogador, forçado-o a ter reflexos insanos - e a levar muito susto (principalmente nas fases dentro das instalações militares, com iluminação reduzida e musiquinha de mistério!)
As armas que carregávamos se dividiam em "Letais" e "Não Letais", existindo três tipos de cada (total de 6 armas). As letais eram direcionadas aos bandidos e as não letais aos dinossauros. Durante a jogatina era possível encontrar munições espalhadas pelo cenário, mas cabia a nós definir qual arma gostaríamos de recarregar.
É importante lembrar que nossa missão era proteger a ilha e seus animais. Havia um número no alto da tela que marcava a quantidade máxima de dinossauros que podíamos matar. Se muitos dinossauros fossem eliminados pelo jogador a partida terminava; portanto era necessário controlar os instintos sanguinários!
A Ocean até que caprichou um bocado nos gráficos do jogo, mas no geral Jurassic Park II estava bem abaixo da média dos outros games da época.
Na música é que o game se destacava bastante: Tanto os sons ambientes quanto as músicas de fase faziam jus ao poder de áudio do SNES, e o destaque aqui ia para os gritos dos dinossauros que davam muitos sustos nos jogadores quando eles estavam imersos e distraídos na partida.
Jurassic Park II - The Chaos Continue não é de fato um jogo de SNES indispensável. Mas ele possuía algumas ideias interessantes e uma ambientação muito bonita. Não sei ao certo se o jogo fez sucesso ou não, mas a recepção dele na mídia não foi muito boa. Não exatamente por ser um jogo ruim, mas por ter inovado pouco (ou absolutamente nada) em relação a dezenas de outros títulos no mercado com a mesma premissa. Era porém um dos poucos games da época que geravam uma tensão bacana no jogador e que conseguiam nos manter vidrados na tela com uma sensação interessante de suspense e apreensão.

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