quarta-feira, 6 de julho de 2016

Um dos melhores jogos de computador na época que minha avó era sensual e sedutora...


Sabe aqueles jogos que surgem repentinamente, fazendo com que elementos comuns sejam usados de uma forma nova e interessante? Pois bem. Diablo surgiu exatamente desta forma, lá no longínquo ano de 1996, criado por uma empresa que começava a dar os seus primeiros passos largos no mundo dos games, a Blizzard...
Trazendo um enredo típico de um jogo de aventura, uma jogabilidade rápida e comum em jogos de ação misturados com a típica câmera dos games de estratégia em tempo real, Diablo inovava pela ousadia e conquistou PC gamers e Sonystas de algumas gerações passadas.
A premissa do game era bem simplista: Buscar os demônios (que apareciam em bandos enormes!) e mata-los. A parte da estratégia surge quando precisávamos pensar em “como” fazer isso sem morrer ou ficar praticamente morto.
As três classes do jogo (O guerreiro, o trapaceiro e o feiticiero) possuíam abordagens muito diferentes para as criaturas, força e fraquezas diferenciadas, que poderiam facilitar muito sua vida em certos momentos ao mesmo tempo que iriam dificulta-la bastante em outros.
Super forte e com a maior resistência, o Guerreiro era capaz de usar o maior número de armas no game, bem como tinha acesso às armaduras mais fortes. Ele podia ficar cercado por exércitos de demônios e ainda assim seria capaz de lutar bravamente e sair do meio da pilha de cadáveres com bastante energia e resistência. Mas quando aparecia um demônio ou dois que eram capazes de lançar magia... Pior ainda: Se surgisse um grupo de demônios capazes de lançar magia, o guerreiro precisa correr como o diabo corre da cruz, pois a morte seria rápida e implacável!
O trapaceiro era o típico personagem com alta destreza: Atacava de longe, com precisão infalível e mestres da velocidade. Eram, porém os mais fracos (tanto fisica quanto espiritualmente), e se o jogador se deixasse cercar por demônios – coisa não muito difícil de acontecer em Diablo! – a morte era certa.
Os feiticeiros eram o extremo oposto dos guerreiros: Fisicamente fracos, capazes de carregar apenas equipamentos muito leves e de pouca absorção de danos, eram extremamente resistentes a magia.
As classes eram bem balanceadas e a dificuldade em cada etapa do jogo seria determinada basicamente por esta escolha.
Mas o grande destaque do game Diablo e que foi um de seus grandes acréscimos ao mundo de jogos no “estilo RPG”, era sua imensa quantidade de itens à disposição dos personagens jogadores. Haviam de itens mágicos à itens comuns, pergaminhos que lançavam magias, joias especiais que aumentavam status, diversas e variadas armas... Cada item tinha os seus atributos gerados de maneira aleatória, fazendo com que cada partida sua no game fosse completamente diferente da outra!
Se na primeira vez que você jogou com um trapaceiro, havia encontrado um arco mágico de luz super overpower que te acompanhou durante quase toda a partida, da próxima pode ser que você mal consiga chegar vivo ao inferno – pois os equipamentos que encontrou durante a jornada foram bem abaixo dos níveis dos monstros que você estava enfrentando. Este pequeno e interessante detalhe fazia com que o fator replay do jogo subisse a níveis astronômicos, e levavam os jogadores a ter de se adaptar ao que conseguiam encontrar na sua jogatina – sempre exigindo estratégia e planejamento, independentemente de quantas vezes cada player já havia finalizado o jogo.
A trilha sonora do game acompanhava muito bem todo aquele clima de desolação e destruição que a história do game contava. E não é pra menos que, até hoje, Diablo figura entre os games cuja trilha sonora eu mais gostei. O clima pesado na pequena vila, o clima sufocado e “podre” no interior do castelo, o clima de destruição no inferno; tudo podia ser “sentido” pelas músicas do game.
A história, apesar de poder ser resumida de maneira simples, possuía muitos detalhes interessantes e um background rico, com NPCs cheios de diálogos e informações detalhadas. Além da missão principal muitas aventuras paralelas surgiam durante a jogatina e algumas delas tinham desfechos intrigantes. Assim como a campanha principal, que termina de forma inesperada.
Apesar de ser um jogo bem antigo e datado, esta entre os títulos que mais tenho vontade de rejogar – ainda vou fazê-lo este ano! E é altamente recomendável para os jogadores que gostaram da história de Diablo III. Pois, se vocês gostaram da história do terceiro game e não jogaram os anteriores, saibam que vocês não fazem a mínima ideia do quanto estão perdendo deste universo do jogo. Os três games se completam de forma muito bem estruturada e, falando unicamente de história, jogar a série completa é essencial para total compreensão dos eventos.
Se você jogar Diablo, procure saber de uma lenda intrigante, mas verdadeira, de vacas assassinas e possuídas pelo demônio... Você pode ter uma surpresa na sua partida!
Um abraço a todos!

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